Qual é o problema do mundo?

 
Qual o problema do mundo? Pergunta recorrente. Muitas respostas. Nenhuma concreta.

 

Talvez o problema esteja nisso: respostas. Muitas absurdas, outras ignorantes, algumas plausíveis. A necessidade de possuir uma resposta para tudo nos faz imediatos, burros, juízes de seres humanos. 
 
Por que aquela menina terminou o namoro? Por que a Síria está em guerra? Por que você sumiu? Por que tudo agora é preconceito? Por que tudo agora é machismo? Por que aquele homem é tão metido? Porque, porque… PARA AÍ!! Você convivia com o casal? Você tem alguma base geográfica sobre o oriente médio? Você ao menos estudou história? Você sabe o que é empatia?
 
Sim, empatia. Esse é o principal caminho até a resposta.
 
A empatia nada mais é que se colocar no lugar do outro. Parar de julgar, apontar o dedo e se transformar no melhor advogado do mundo quando o assunto é a vida alheia. A cada dia mais sou obrigada a ler coisas absurdas no Facebook vindas de pessoas que sequer sabem do que estão falando. Pessoas julgando a luta dos outros, o jeito dos outros, a ausência dos outros, a vida dos outros. 
 
Sabe o que é engraçado? Ninguém gosta de julgar no particípio – ser julgado -,  mas todos amam no infinitivo – julgar.
 
Óbvio que também sou assim. Ao contrário de muitos, não me isento de culpas. Já julguei e já julguei muito, talvez ainda o faça. Mas é importante desconstruir características ruins e evoluir como pessoa. É essencial. 
 
Todos temos o direito e o dever de possuir opinião, discordar, concordar ou o que quer que seja. Mas opinião não é sinônimo de preconceito. A opinião deve ser pautada em nada menos que conhecimento. Não fale do que você não conhece. Não seja pequeno. Não seja ignorante. 
 
Não contribua para o tão desconhecido problema do mundo, que no fundo todos sabemos qual é, mas procuramos sempre achar algo para culpar. Talvez a culpa esteja em nós mesmos.

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