Eu parecia ensanguentado como uma rosa vermelha,
Mas era só a minha fantasia de diabo, servo das trevas
E do amor compulsivo.

Todos na festa me olharam.

O som da música aumentou,
Tão logo acompanhou meus passos.
Cheguei mais perto de você,
Parei,
Ri,
Apreciei.

Sua fantasia era de coelhinho inofensivo. Mas o pessoal mal sabia que havia um lobo por debaixo.

Os chifres da minha máscara eram sinônimos de poder,
Poder para tirar você de mim.
Minha deusa interior ergueu uma sobrancelha, me desafiando.
Ela sempre disse que você só iria me satisfazer na cama.
Acreditei e reagi.

Pararam a música e o silêncio se apoderou do local.

Com meu tridente na mão, te ataquei.
Uma vez, duas vezes, três vezes.
Você caiu num sofá fedorento.
Suspirei aliviado.
Você chorou, meio patético.
Com uma capa nas costas, me senti o herói da noite.
A noite em que o vermelho reinou,
E você saiu da minha vida,
Sangrando de dor.

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Escritor desequilibrado, meio robusto e meio barbudo, também um romântico incurável. Já fui chamado de príncipe, mas prefiro não acreditar. Como qualquer escritor, não posso ver uma barata que já quero escrever sobre ela.

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