Textos e resenhas literárias

Nosso amor não sobreviveu ao Carnaval

Foi num dia de verão que eu te vi em um desses aplicativos de relacionamento. Combinamos. Conversa vai e vem. Falamos sobre diversos assuntos, desde gosto musical, escritores favoritos, namoros que não deram certo, sonhos, medos, família, comidas, viagens e até politica. Confesso que me interessava em saber cada dia mais.
O final de semana se aproximava e combinamos de sair. Era um sábado de sol e eu me encontrava sentada na grama de um parque, observando tudo e todos e escrevendo sobre a pessoa que eu nem conhecia muito, mas já era o motivo do meu sorriso. Estava rodeada de muitas pessoas, mas estava me sentido totalmente sozinha. Até que meu celular apitou, você estava no estacionamento. Eu tentei manter a calma, mas, na verdade, estava nervosa e com medo que algo desse errado. Observei a minha volta com o intuito de te encontrar com o olhar.
Me distrai e foi assim que você surgiu na minha frente com uma expressão feliz e uma rosa. Foi uma tarde agradável. Depois disso nos vimos muitos e muitos finais de semana. Foram muitos programas desde lanches, livrarias, fliperamas, shopping, teatro, passeios em cidades vizinhas, shows e parques.
Eu tinha dentro de mim uma esperança enorme de que pela primeira vez eu havia encontrado a tal reciprocidade, o tal do amor que transborda.
Era fevereiro e nós ainda estávamos juntos e tudo levava a crer que era para ser. Porém, nem tudo acontece como a gente quer, né?
Assim como diz a música “ todo carnaval tem seu fim” pois, então tudo acabou nessa época. Fins são doloridos. Quer dizer o fim do carnaval não, mas o nosso, me dói ate hoje.

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