Eles se permitiram

Ignoraram os medos, não ouviram a negatividade – resquícios de relacionamentos passados que os feriram e criaram uma certa crosta de frieza – deram as costas para o modelo anti sentimentos da época e se permitiram. Se permitiram sentir, sentir tudo o que viesse, dia a dia, da maneira que fosse.

Ela se permitia espalhar nos braços dele, enquanto ele se permitia sentir seu coração bater mais forte ao abraçá-la.

Ele se permitia se contagiar pelo sorriso dela, ela se permitia viajar no contorno do rosto dele enquanto o contornava. Eles se permitiram acordar felizes por estarem juntos, sentindo tudo aquilo que não sabiam o que era, mas que era bom pra caramba. Eles se permitiram rir deles mesmos, se zoar, se ajudar, se envolver… Ser permitiram ser parceiros e amigos, além de um casal.

Ela permitiu que ele mostrasse porque nunca tinha dado certo com alguém antes, ele permitiu que ela virasse sua vida do avesso o ajudando a perceber que o avesso era exatamente o lugar ideal pra ele.

Eles se permitiram ouvir apenas seus corações e ignorar todo o resto do mundo. Eles se permitiram ser livres juntos, transbordar seus anteriores cheios de coisas boas que nunca ninguém antes havia merecido ver.
Brincavam com a vida e a mesma sorria pra eles, porque eles se permitiram. Eles se permitiram desarmar, e se permitiram amar.

Leia também Mais do autor

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.