Sexta-feira, 9 graus por aí, eu toda agasalhada, jogada na cama e me esquentando com cobertas e meu urso de pelúcia. Celular tocou, atendi.

– Vamos sair?

Topei sem pensar, era uma amiga me convidando para um encontro em um barzinho no centro da cidade. Lugarzinho agradável, as melhores companhias, cerveja barata e de frente pra praia. Eu só esperava uma noite agradável, algo que deixasse boas recordações.

Chegamos lá, sentamos, pedimos algo pra comer e umas cervejas, tiramos fotos, contamos as novidades, lembramos de histórias antigas. Foram horas e horas de conversas de bar. Aquelas gostosas que a gente até perde a noção do tempo.

Até o momento que eu precisei ir ao banheiro, estava um pouco apertada, porém queria continuar ali desfrutando do papo de boteco e das boas companhias, pedi licença e me retirei.

Até que sem querer esbarrei nele, um moço, alto, barba bem feita, um sorriso encantador, cabelo meio comprido. Fiquei sem jeito e com muita vergonha de não ter reparado que havia alguém.

– Ah, desculpa. Eu sou atrapalhada! Eu disse com um sorrisinho tímido.
– Tudo bem, moça, acontece.

Eu precisei ir e ele sentou a mesa com amigos. Logo após uns minutos caminhando em direção a mesa. Ele me para e fala:
– Desculpe, não perguntei seu nome.
– Meu nome é Beatriz. E o seu?
– Thiago.
Ele se auto convidou pra sentar a nossa mesa. E o que ia dizer? Puxei a cadeira e apresentei ele a todo mundo.

Ficamos conversando sobre a vida de ambos. Ele era tão diferente de mim em tudo. Mas o interesse em conhecer o diferente já tinha se instalado alí.

Chegou a hora de ir embora. Ele ofereceu uma carona, aceitei. Ele disse que era uma noite comemorativa por ter passado no vestibular. Eu disse que eu não esperava nada e acabei encontrando ele.

E como é a vida não é mesmo? Quando não estamos esperando as coisas acontecem. E pra ser bem sincera comigo mesma eu espero acontecer com você.

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