Agora eu entendi porque meu coração não se sentia satisfeito. Eu seguia o exemplo das mulheres bem casadas da família, que na teoria parecia o correto, mas bem lá no fundo algo me incomodava naquela vida que eu estava tentando levar.

Eu ouvia as coroas falarem: “Seja esperta, menina! Case-se com um bom partido e seja tolerante.”
Tolerante uma ova!
Eu tolero o cara roncar baixinho.
Eu tolero uma irmã mais nova que gosta de fazer tranças no meu cabelo.
Eu tolero ouvir outro estilo musical, de vez em quando.
Mas essa tolerância que me aconselhavam é para gente conformada e pessimista, não para mim.

Que me desculpem as antigas gerações, mas eu quero ao meu lado alguém à minha altura e que saiba muito bem disso. Que respeite minhas vontades e compartilhe os mesmos ideais.

Que história é essa de se fingir de boba? Eu não nasci boba, vou retroceder pelo quê? Por um estado civil? Por umas contas pagas? Por uma esmola afetiva? Aqui, não!
Eu não preciso de coisas e nem de pessoas.
Fica quem quer e fica porque pode.
Não baixarei a cabeça para agradar ninguém, agrado por vontade minha e merecimento dele. Nada mais justo, não é mesmo?

Quer gentileza? Faça por merecer na mesma moeda.
Hoje em dia as pessoas colocam um preço em tudo mesmo. Já que eu posso escolher o meu preço, escolho a reciprocidade. É dando que se recebe. E comece você! Porque eu quero assim. Não gostou, quer disputar território? Sinto muito! Não quero jogar.
Quero sinceridade, dedicação por prazer, carinho e preocupação de coração.

Cobro porque ofereço em grande escala. Cobro porque sei o valor da minha lealdade.
Não é para qualquer um, não mesmo. Por isso, não ligo se você faz parte da maioria incapaz. Sinto pena.
Eu quero o melhor. Eu quero o compatível. Eu quero aquele que irá me apresentar tudo que eu ofereceria, sem eu precisar dar uma palavra.
Esse será o cara mais feliz do mundo: o homem que soube dar a uma mulher exatamente o que ele gostaria de receber.

Então parem de implorar afetos e atitudes de quem não tem. Parem de fazer caridade afetiva. Guarde o seu melhor para a melhor pessoa.
Aceite que cada um dá o que tem, e se a pessoa te oferece algo que você não quer, agradeça e vá embora!

A vida segue com bilhões de pessoas no mundo e acredite, você irá encontrar alguém que te dê o que você tem para oferecer.

Não é ilusão ou conto de fadas, é mais do que isso, é uma conta simples: um pouco de fé somada a algum amor próprio.

E quando você começar a usar esse raciocínio de oferecer apenas o que recebe, perceberá que não tem encanto nenhum. Tem maturidade.

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mallu.psicologa@gmail.com Mallu é escritora e psicóloga, especialista em relacionamentos. Apaixonada pela vida e pela paixão, propriamente dita, está sempre feliz, otimista e apaixonada. Não tem tempo ruim para ela, enxerga o qualquer fato como uma oportunidade para evoluir e, naturalmente, seus textos são sempre guiados por essa resiliência. Atende em seu consultório, localizado em Santos, e também via skype. Site: www.mallunavarro.com.br

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