Reputação? Eu prefiro uma consciência tranquila

Texto escrito em dupla por Deborah Sequeira e Bruna Frotté

Reputação; substantivo feminino
Segundo o dicionário “renome, estima, fama”
Pra mim, conceito que pode te levar do céu ao inferno em poucos minutos.
Uma boa reputação é quase como um passe livre, um convite VIP ou uma medalha de honras SOMENTE para os melhores da turma.
Uma má reputação é ter seu nome retirado da lista, é ser tema de ironia, é se sentir sozinho e realmente estar sozinho. Uma má reputação tira suas oportunidades antes que você pense em tê-las, tira sua credibilidade antes mesmo da sua aproximação.
Reputação, é quase como uma identidade virtual, diz mais sobre você do que o seu mapa astral. É aquela biografia do 140 caracteres que não te dá chance de defesa.
Reputação; substantivo feminino
Nada inocente, nada indefeso.
Reputação é um julgamento, é ser declarado culpado sem provas, é permanecer preso sem grades.

O pior: a reputação é o decreto final que os outros dão a seu respeito. É como uma sentença dada por um juri que de juri não tem nada.

A dificuldade em enxergar os próprios defeitos é tão grande, que algumas pessoas vão te pintar como elas mesmas. E te odiar por isso. E isso, às vezes, vai determinar a sua reputação, vai determinar a forma como sua imagem é lida por aí. A amiga traíra, a fofoqueira, a fútil, a cobra. Você será o que os outros decidirem que você é.

Nas mãos de pessoas maldosas, você perde a sua essência. Você se vê sem tempo e sem opção, apenas se senta e observa seu caráter sendo posto à prova, vê sua personalidade sendo queimada e sente a dor das queimaduras na sua pele.
Você é substituída. Ganha um clone mal feito de si, recheado de opinião. As “verdades” ditas por quem julga nem sempre contam a história. Você vira uma página mal contada que é exibida publicamente.
Você por vezes esquece quem você é.
No meio do esquecimento, é o momento onde você precisa se repaginar. Afinal, uma imagem ruim rende frutos podres e você escolhe se os colhe ou não.

Por conta disso, concluí que reputação boa é aquela que nós temos de si mesmos. Ninguém te conhece como você, ninguém sabe tão bem da sua força ou das suas fraquezas. Você sabe, em detalhes, os motivos de todas as suas decisões. Você se conhece, certo? Eu sei que a resposta é sim.

Então ame-se, deseje-se, seja sua melhor companhia. Não deixe que a toxicidade deles contamine você. Você não precisa estar em todas as listas, apenas precisa deitar a cabeça no travesseiro e conseguir dormir em paz – coisa que eles não fazem.
Esbanje amor próprio, afinal a forma como você se ama é a forma como ensina os outros a amarem você.
Não os escute mais, não engula suas mentiras, a maldade deles não serve pra nada.

De nada vale esquentar a cabeça, queimar neurônios ou espantar sua energia boa por boatos que fazem de ti. Não é porque te disseram, porque afirmaram veementemente, que é verdade. A verdade mora aí, dentro de você e, acredito, é só essa a verdade que importa.

Consciência tranquila e paz interior valem mais que uma boa reputação. Lembre-se disso.

Escrito em dupla por Deborah Sequeira e Bruna Frotté

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