Aviso desde já que essa foto acima não foi tirada por mim. Também não sei quem tirou, só achei ela no Twitter. Então, não me enche o saco, porra. Sim, fui possuído pela Duny.

Linda e narcisista, Duny está mais irônica, amável e poderosa em seu primeiro livro, que ela mesma escreveu, dando ênfase nisso sempre que dá. Se você, como eu, hum, riu das suas peripécias na websérie Girls in the House, decerto irá adorar essa autobiografia da personagem, que é cheia de diálogos desbocados e sinceros, também com frases icônicas, que com certeza você lerá imitando sua voz, tão marcante pro público.

Sinopse: Duny (lê-se Dani) é uma celebridade de alcance mundial, alçada ao estrelato por seu imenso talento, inteligência, classe e beleza incomparáveis. Ou, pelo menos, era isso o que ela esperava da vida – que, no caso de Duny, se resume basicamente a um loop infinito de lacres, barracos e baixarias cometidos em busca da fama. Meu livro. Eu que escrevi é o maior deles.

Conhecida dos fãs principalmente por trabalhar e morar na Pensão da Tia Ruiva e ser uma das estrelas da websérie Girls in the House, Duny hoje comanda também o reality show investigativo Disk Duny e é comentarista on-line de premiações como o Oscar e o Grammy para uma grande rede de TV, mas ela já passou por muita coisa nessa vida: da humilhação pública de fazer agachamentos em trajes sumários num programa de auditório a fingir que suporta crianças só para ser babá da filha de uma artista famosíssima e ficar um tantinho mais perto dos maiores nomes da música pop.

Se valeu a pena? Para Duny, ainda vamos saber. Mas, para quem lê essa autobiografia recheada do início ao fim com o melhor da ironia (ou grosseria) moderna e total ausência de preciosismo vernacular, vale cada página. 

Separei algumas frases da palavra de Duny, como estão falando por aí:

Acho que pior que criar expectativa é ver suas expectativas descerem até alcançarem o inferno e o diabo rebater pra bem longe.

Só que tem uma coisa que a morte tá proibida de fazer: me levar. Se eu morrer, vou processar o responsável. Tenho muita coisa pra realizar ainda nessa vida, e ia ser muito injusto se a morte viesse me levar. Ela deveria reconhecer todas as vezes que eu desvirei o chinelo pra dar mais um tempo de vida pra minha mãe.

Eu já desejei ser um bebê várias vezes pra poder distribuir tapas em quem estivesse me segurando. Deve ser uma sensação ótima.

Errar é humano, mesmo que eu seja uma evolução de sereia.

Tenho um sério problema com pessoas e, quando elas passam mais de cinco minutos perto de mim, já me sinto sufocada. Mesmo que a pessoa seja baixinha.

O que vou dizer de mim? Que sou desocupada na empresa Vida? Pós-graduada na empresa Sono? Cansada na empresa Chega, Não aguento mais? Chateada na empresa Dia a Dia?

Com um último capítulo meio inesperado, pois mostra um lado diferente da protagonista, esse caralho garante boas risadas e um gostinho – demasiado grande – de quero mais.

Após ter lido, me perguntei se é um livro escrito pela Duny com ajuda do Raony, ou escrito pelo Raony com ajuda da Duny. Hilário.

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