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Sinopse

Além de enfrentar anos de bullying na escola, Charlotte Davis perde o pai e a melhor amiga, precisando então lidar com essa dor e com as consequências do Transtorno do Controle do Impulso – um distúrbio que leva as pessoas a se automutilarem. “Viver não é fácil”. Quando o plano de saúde de sua mãe suspende seu tratamento numa clínica psiquiátrica – para onde foi após se cortar até quase ficar sem vida -, Charlotte Davis troca a gelada Minneapolis pela ensolarada Tucson, no Arizona (EUA), na tentativa de superar seus medos e decepções. Apesar do esforço em acertar, nessa nova fase da vida ela acaba se envolvendo com uma série de tipos não muito inspiradores.

Cansada de se alimentar do sofrimento, a jovem se imbui de uma enorme força de vontade e decide viver e não mais sobreviver. Para fugir do círculo vicioso da dor, Charlotte usa seu talento para o desenho e foca em algo produtivo, embarcando de cabeça no mundo das artes. Esse é o caminho que ela traça em busca da cura para as feridas deixadas por suas perdas e os cortes profundos e reais que imprimiu em seu corpo.

Ficção / Jovem adulto / Literatura Estrangeira

Minha opinião

Não tenho palavras para descrever esse livro, sério. Não conhecia a autora, confesso que resolvi ler pela capa, mas me apaixonei já na primeira página.

O livro trata de um assunto bastante delicado, mas importante DEMAIS de ser debatido: a automutilação e o suicídio. Apesar disso, não é uma leitura pesada, pelo menos, eu não achei, você consegue rir algumas vezes.

Ele é dividido em três partes:

  1. Charlie no Creeley, o hospital psiquiátrico.
  2. Charlie precisando enfrentar o mundo fora do hospital.
  3. Charlie se recuperando de, mais uma, dolorosa decepção.

Há uma narrativa linear que percorre todas as fases da vida de Charlie. É tocante a forma como, uma menina tão sofrida, consegue enfrentar o mundo, a princípio sozinha, e depois conhecendo cada vez mais pessoas dispostas a ajudá-la. A vida de Charlotte têm altos e baixos o tempo todo, mas Garota em Pedaços é uma história de superação, dia após dia, uma superação lenta, dolorosa, mas libertadora.

“Eu cortei todas as minhas palavras fora. Meu coração estava cheio demais delas.”

O mais legal é que o livro traz uma lição, um aprendizado e é isso o que eu mais amo em livros. As palavras finais da autora são tocantes e emocionantes.

Por último, há um guia de ajuda para quem, assim como Charlie, se auto mutila ou passa por problemas psiquiátricos.

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