Tudo começou de um modo tão aleatório que eu quase chego a tentar entender o seu lado. Mas não tento. Você sabe, eu sempre gostei de coisinhas estranhas, que fugiam da perfeição e que me tiravam a sensação dessa normalidade monótona. Eu dizia amar todas as suas partes esquisitas, mesmo quando eu te dava aquele sorrisinho sarcástico e revirava os olhos.

Eu amei você sendo assim, estranho demais para mim. A gente combinava descombinando, se encaixava desencaixando e eu nunca achei que no meio das diferenças loucas porém fofas, eu iria olhar para você um dia e notar que você não era nada do que eu achava que conhecia.

Mas você não é.

Caramba, cara. Você não tinha noção do peso das tuas palavras não? Você não sabia que muitas coisas que você disse poderiam ficar guardadas no meu coração? Eu me apeguei a você, me enrolei em você e me apaixonei por você. Mas e você? Será que realmente estava apaixonado por mim quando disse que estava?

Desculpa a minha sinceridade agora por meio de palavras tortas, mas eu não acredito mais. Você me conquistou, me passou a segurança necessária para confiar em você e depois, do jeito aleatório que começou, fez tudo acabar.

Me dá vontade de sentar no chão e morrer de rir. Mas não rio, choro, porque diferente de você, não me apaixonei pela ideia de me apaixonar. Sua esquisitice me fez te amar e eu só disse que amava quando meu coração pulou e sentiu sua falta.

Será que eu fui apenas uma opção que estava lá dando sopa? Mesmo nos momentos em que você me abraçou forte, me olhou nos olhos e prometeu que eu era a mulher certa para você? Isso é sério? Deve ter sido difícil para você então, meus pêsames. Fingir sentir algo que não se sente é duro. Mas diferente de você, eu sinto muito.

Sinto muito por mim também, que perdi meu tempo. Que te beijava sem ter a ideia de que você talvez estivesse só matando tempo ali. Brincando com os sentimentos de alguém que queria tudo, menos brincar.

Mas você nem pensou em ser sincero. Tudo bem, sinceridade não é ponto forte de muita gente nesse mundão. Bobeira minha esperar que você dentre um monte de cabeças na multidão fosse mesmo olhar para mim e resolver que eu valia a sua honestidade, não é?

Não, não era bobeira. Porque eu valia muito mais do que isso, mas você perdeu. Mesmo que digam que você era “moleque” demais para perceber ou que no fim, você realmente me amou, não consigo deixar para lá. Porque o que era amor virou dor e depois que vira dor, não vale a pena tentar.

Então, tchau, bença, fica bem, tá? Vê se na próxima não inventa de falar do que você não tem certeza. Vê se deixa seu egoísmo de lado e não faz ninguém mais se sentir usada assim, porque eu te juro, é ruim.

Poderia ter sido bom enquanto durou, mas agora nem sei mais.

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19 anos de muita história para contar, autora do blog duzentaslinhas.com.br, residente do país das maravilhas e escritora nas horas vagas – nas outras também. Geminiana, sonhadora, avoada, estudante de psicologia, especialista em matérias impossíveis e completamente apaixonada por pessoas, flores e tudo que há de belo no mundo. Acredita em fadas, sereias e em um amor que cura todos os males. Quer conversar comigo pelas redes sociais? Fácil, só me chamar em @duzentaslinhas Ou quer desabafar secretamente? Me chama no snap duzentaslinhas ou pode me mandar sua história pelo e-mail duzentaslinhas@gmail.com (juro que sou boa em conselhos)

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