Que pena que a gente estragou tudo. Que pena que você não souber aceitar meu jeito maluco de demonstrar o tanto que me importo com você. Com nós. O fim veio arrebatador, sem pedir licença, chegou como se fosse o dono do local, tirou todo o amor para fora, jogou palavras que nenhuma outra pode desfazer.

De repente eu me vi sozinha parada no meio da ponte. Aquela que atravessávamos juntos para ir à faculdade. Aquela que você me beijou pela primeira vez. Aquela que você me olhou nos olhos e disse que me amava. Você partiu e nem percebeu que eu te seguia. Estava vagando à sua procura e inconscientemente me vi perdida por aqueles lados. Acho até que senti seu perfume perdido no ar, mas tenho certeza que não era você. Aquele nem era seu caminho. Não me recordo como voltei para casa, mas no outro dia acordei na minha cama, com a mesma roupa do dia anterior e foi então que notei o que havia acontecido. As lágrimas já fizeram morada e não havia mais como segurar. O grito estava ecoando dentro do meu peito agora vazio.

Eu sei dos meus erros. Sei dos meus passos tortos e vacilos. Sei onde deixei faltar e onde exagerei, mas eu ainda tinha esperança por nós dois. Eu acreditava fielmente que tudo isso iria passar e logo seríamos só nós dois. Eu estava cega quando pensei que todos os erros seriam apagados dia após dia. Eu não sabia que a mágoa se juntava em montinhos no coração e a cada dia pesava um pouco mais. Os erros vão sempre estar aqui.

Que pena que a gente estragou tudo. Que pena que eu não soube entender seu jeito extrovertido e engraçado. Que pena que eu criei expectativas demais quando já sabia bem no fundo onde tudo isso ia dar. Nós trilhamos até onde deu. Não foi fácil, mas pelo menos aconteceu.

A vida faz a curva, olha para trás e se lamenta também por nossa separação. Nos olha de longe e diz: “Mesmo após tanto tempo, bem que eu tentei. Construí caminhos para vocês trilharem juntos, desfiz rotas só para se juntarem. Que pena.”

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