Resenha literária: Toda luz que não podemos ver, Anthony Doerr

Depois de muito tempo (rs) voltei! E hoje com a resenha dei “Toda luz que não podemos ver”, um livro lindo e muito especial pra mim! Gostaria que todo mundo lesse, sempre que posso indico ele pra alguém! Vencedor do Prêmio Pulitzer de Ficção em 2015 é um contraste perfeito da dureza dos horrores da guerra e a leveza da escrita de Anthony Doerr.

A primeira coisa que falo quando recomendo esse livro a alguém é: não se deixe enganar pelo número de páginas! É uma das leituras mais fluidas que já fiz! Anthony Doerr conseguiu equilibrar tudo perfeitamente na sua história e tratou de um assunto intenso e pesado de forma muito poética, leve! Além disso, os capítulos são mais curtinhos, deixa a leitura mais ágil!

 

Sinopse: Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu. 
Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia. Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial.

Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr
constrói, em Toda luz que não podemos ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.

“Abram os olhos e vejam o máximo que puderem antes que eles se fechem para sempre”

Eu amo livros que me emocionam, me fazem chorar e pensar sobre a minha vida! A ambientação do livro e a forma como a Segunda Guerra foi abordada, os personagens e seu crescimento num tempo caótico de guerra fizeram com que esse livro me proporcionasse uma experiência de leitura linda e completa…

Pra mim, um dos detalhes mais lindos da história é a maquete que o pai de Marie-Laure construiu para ela quando ela ficou cega… Achei lindo…

Apesar de ser uma história ambientada na Segunda Guerra, Anthony fugiu do comum, que estamos mais acostumados a ver em livros desse estilo. Os judeus e campos de concentração ficam em segundo plano… Esse não deixa de ser um caminho válido e de extrema sensibilidade também, mas uma abordagem diferente, que sai do óbvio, surpreende o leitor. Quando bem feita conquista facilmente.

Outra coisa autor soube trabalhar muito bem foi a questão dos sentidos… Ele explora os aromas, os sons, as sensações (como o vento soprando no rosto) e vivenciamos o livro pela perspectiva de Marie-Laure. Isso nos leva ao título do livro, que é lindo e cheio de significado.

Não quero dar mais detalhes da história além daquilo que já falei na sinopse porque quanto menos você souber ao iniciar essa leitura, melhor… A leveza com que foi escrito esse livro, a riqueza de detalhes da história e a forma como ele toca direto no coração do leitor impressionam! Ir descobrindo, encontrando a “luz” dessa obra aos poucos é um gratificante… O livro é espetacular, um verdadeiro presente para os amantes da literatura!

“Você nunca pode deixar de acreditar. Essa é a coisa mais importante.”

Comments Closed

Comentários estão fechados.