Transitamos entre Tom e Summer

“Essa é a história de um rapaz que se apaixona por uma garota.

Mas, não é uma história de amor.”

(500 Dias Com Ela)

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Devo ter perdido a conta de quantas vezes já assisti 500 Dias Com Ela, é notável e de extrema necessidade que eu confesse que gosto de assisti-lo em dias de chuva interna, quando o mundo parece desabar sob nossas cabeças, pois simplesmente nos apaixonamos e nem por isso constitui-se uma história de amor.

A trama é bastante realista, um amor de mão única. Como uma rodovia onde os carros somos nós e o limite de velocidade é de 100km sob o combustível do sentimento. Tom, um jovem arquiteto que ainda trabalha numa empresa de cartões de felicitação apaixona-se pela encantadora assistente de seu chefe, a Summer.

Quantas vezes nos deparamos com alguém que nos identificamos e logo de cara
pensamos: “É o amor da minha vida“? Muitas. Se contássemos quantas vezes já encontramos o amor de nossas vidas, talvez não nos sobrasse vida pra testemunhá-los.
De todo modo, Tom se envolve com Summer. Numa espécie de relacionamento onde há beijos, abraços e cumplicidade diária. Mas não, não é um namoro. Porque Summer já havia dito “não quero nada sério”, como todo e bom – ou não tão bom assim – apaixonado Tom aceita as formas de relacionamento que Summer estabeleceu, a fim de que pudesse passar seus dias ao lado dela. Porque quando apaixonados não costumamos medir os prejuízos que alguém pode nos trazer.

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Mas como toda e qualquer história onde o conflito se faz presente, é notória a insatisfação de Summer. E de repente, como neste  grande castelo de cartas que pode ser a vida real, tudo começa a desmoronar. Summer finalmente nota que este não é o relacionamento que deseja e então, decide pôr um ponto final. Assim como todos os
mortais que se rendem à loucura mais saborosa, – por vezes desgostosa – Tom move céus para que o relacionamento dure. Entretanto, nada pode-se fazer quando não há reciprocidade. O tempo passa, afinal ele é rei e põe tudo em seu devido lugar. Não é mesmo? Talvez. Talvez coloque da maneira em que deve-se ficar e não de como queríamos que fosse.

 

 

Summer se apaixona, não por Tom. Mas por outro. Casa-se. E Tom continua solteiro. A verdade que esta produção nos mostra é que podemos ser tanto Tom ou Summer. Um dia somos nós quem nos privamos de se apaixonar, no outro nos apaixonamos e nos entregamos a ponto de sentir o ar faltar quando o outro se vai. O que quero dizer é que não somos sempre apaixonados, porque talvez, deixamos de viver histórias lindas porque não sabemos nos entregar. E também nos machucamos porque ignoramos os avisos que o outro nos dá, e o sufocamos com beijos e abraços, na intenção de que deles nasça um sentimento.

A lição disto tudo é que amor vem, nem sempre para os dois. Ás vezes, para um só a fim de que nos faça evoluir de alguma maneira, ainda que através da dor. E uma hora ou outra, nós encontramos alguém que irá não somente te entregar o que sempre sonhou, mas te integrar, fazendo-se parte de si. Vale a pena acreditar no amor, e ser sinceros, porque no fim de tudo é isso que sempre buscamos.

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5 Comentários
  1. Elaine Diz

    Mto bonito Bruna. Deus ti abençoe.

    1. Bruna Silva Diz

      Obrigada! Amém! ♥

  2. Isis Diz

    Euuuuu sou apaixonada por esse filme é me apaixonei mais um pouco bastante agora. 😍💙

    1. Bruna Silva Diz

      Ahh, que delícia, Isis! Muito obrigada! ♥

  3. Minerva Silva Diz

    ”E uma hora ou outra, nós encontramos alguém que irá não somente te entregar o que sempre sonhou, mas te integrar, fazendo-se parte de si. Vale a pena acreditar no amor, e ser sinceros, porque no fim de tudo é isso que sempre buscamos.” texto incrível!!!!!!

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