Textos e resenhas literárias

Prazer, Ross Mosby!

 

Se você chegou até aqui provavelmente conhece uma dessas duas personagens, e por que não as duas? Lembro da primeira vez que vi How I Met Your Mother e logo pensei: “eu sou esse cara”, as semelhanças não paravam… O fato de querer se apaixonar, e busca-lo em toda e qualquer história de amor erroneamente vivida, além de estar sempre disposto a ajudar, ainda que isso lhe custe o amor de sua vida.

Tempos depois, decidi ver Friends – e por favor, sem aquela briga de ‘fandom’, aqui tem espaço e amor para as duas séries – e me apaixonei pelo Ross, vindo de uma história amor manchada pela vida, e mesmo assim querendo recomeçar.

O que me surpreende – e de certo modo me identifica com estas personagens – é o fato de não desistir do amor, mesmo que ele doa, sabe? Não desistir de acreditar no amor.  Sinto que o que falta em nossa geração é a crença no amor, no amor que cura e pode modificar todas as adversidades, que restaura e nos faz melhores. Acredito piamente na força do amor, e o quanto ele pode ser restaurador, mesmo quando não correspondido, há algo em que se pode tirar aproveito.

Como Ted, fantasiei histórias de amor loucas, sabe? Daquelas em que enquanto compramos um café a caminho do trabalho, olhamos nos olhos de alguém lá no fundo da padaria, esse alguém sorri e retribuo. Dali decidiríamos trocar nossos números de telefone, marcaríamos um encontro e nele descobriria que amamos Star Wars e teria a certeza que tinha encontrado o meu “the one”. Mas a realidade, não é assimA gente sai apressado mesmo, sequer consegue olhar nos olhos de alguém, e o que resta são alguns beijos em desconhecidos bêbados no fim da balada, sem telefone e muito menos um encontro pré marcado.

Tenho que assumir também, que meu lado Ross fica nítido quando deveria ir em frente, ao invés de ficar acomodada numa história de amor fracassa e passageira, talvez a imediatismo dessa sociedade líquida e que vive trocando de amor me assuste tanto, que prefiro me prender um pouco mais do que ir em frente. Jamais serei como Barney ou Joey, a complexidade de não lidar com as consequências de um relacionamento humano, me apavora. Preciso ligar no outro dia, saber como está,  se dormiu bem e se não dormiu… Eu posso ser um bom travesseiro, no meio disso tudo, você pode me falar  quais são seus sonhos ou até mesmo sobre sua série preferida. Te assustei? Prazer, Ross Mosby! Sou uma mistura de quem tem medo de novas histórias, mas que vive sonhando com o dia que irá se casar e ter filhos.

O que estas duas séries maravilhosas – precisamente através destas personagens – nos ensina é que independente do quão confusas possam ser nossas vidas amorosas – principalmente para nós que optamos pela mais insana e instável  atitude dessa vida, a paixão –  de algum modo, entre boas gargalhadas e bebida com os amigos, iremos encontrar alguém que nos preencha e não importa como ou quando, entre idas, vindas e complexidades, o destino se encarrega de deixar tudo como ele quer.

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2 Comentários
  1. Isis Diz

    Euuuuu amei cada palavra que você escreveu. Super me identifico, são meus personagens favoritos das minhas duas séries favoritas. Parabéns. 👏💙

    1. Bruna Silva Diz

      Obrigada, Isis! Essas também são minhas séries preferidas! Obrigada por me fazer companhia aqui. ♥

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