Textos e resenhas literárias

O que a covardia nos fez

Nós humanos parecemos programados para errar. Parece que nascemos com algo do tipo no DNA. Erramos, somos errados, somos errantes. Temos nossas falhas, defeitos e por mais que tentemos, jamais chegaremos a perfeição. E acredito que nosso erro foi exatamente esse. Nós achamos que buscaríamos a perfeição no outro. Falhamos. Não achamos e jamais acharíamos.

Talvez por mera covardia, nós ao invés de lutarmos contra as nossas adversidades, até para consertarmos nossos erros, erramos mais uma vez e encerramos nossa relação — já dizia minha avó, que ficou casada 50 anos: hoje as relações não duram pela covardia.

Não procuramos saber um do outro. Nos distanciamos. Não tentamos nem uma última conversa. Talvez uma de reconciliação. A vida foi passando. Tempo passando. E nos deixamos para lá.

Escolhemos trilhar caminhos diferentes, mas eu não vou mentir: a saudade ainda está guardada aqui.

Noite passada, eu encontrei aquela conchinha que você me deu quando fomos pela primeira vez para a praia. A dor da saudade doeu mais que dor de dente. Peguei o celular e no primeiro instante, te liguei. Seu telefone não chamou mais. Não sei se fui bloqueada ou se você trocou de número. Depois disso comecei a me perguntar: em que momento nos perdemos tanto assim para chegar a tal ponto?

Será que fomos nós que nos perdemos ou nossa covardia nos cegou? As respostas nem eu mesma sei. Mas sei com toda certeza que se te amar e sentir sua saudade for covardia, eu estou sendo a mais covarde de todos os humanos. E sabe qual o problema nisso? Não te ter em meus braços novamente.

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